Colecionador paranaense tem mais de 250 carros antigos na garagem e ainda quer mais

Ter em sua garagem um veículo antigo com todos os detalhes de quando saiu de fábrica é um desejo da grande maioria dos apaixonados por carros. Mas já pensou em ter mais de 250? Para Cláudio Petrycoski, industrial do ramo de fogões, em Pato Branco, esse sonho só não é totalmente real porque sua coleção não coube na garagem. Teve de alugar dois barracões para guardar os carros. E olhe que o espaço está ficando pequeno, já que Petrycoski continua aumentando a sua coleção.

Em uma única semana, por exemplo, ele adquiriu três Fords, um deles fabricado em 1917, modelo Ford T, versão pouco mais evoluída do que a que estreou a linha de montagem aberta por Henry Ford. São todos pretos, já que a cor era a única oferecida pela marca naquela época, porém três carros não foi o máximo, Petrycoski já chegou a comprar 20 carros de uma vez só.

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A história de cada veículo impressiona e Petrycoski sabe uma por uma, até porque vistoria cuidadosamente as preciosidades antes de comprá-las por todo o país. Quanto mais raro, preservado e com vínculo histórico, político ou cultural, maior o valor.

Esses números são mantidos em sigilo. Foram aquisições feitas em menos de um ano e que demandaram várias carretas para transportar os carros até Pato Branco. A coleção não tem critérios de estilo, montadora ou geração, só precisa ser atraente para o colecionador.

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Raridades

Nos barracões estão raridades como uma réplica do Ford 1896 – desenvolvido por Henry Ford; uma motocicleta Soviética que participou da Guerra do Afeganistão; e um Ford 1919, que foi o primeiro veículo a trafegar na inauguração da Ponte Tancredo Neves, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Uruguai) em evento realizado em 26 de novembro de 1985, com a presença dos presidentes José Sarney, Raul Alfonsin e Alfredo Stroessner, no chamado Raid da Fraternidade.

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Outro integrante da coleção é um Corvette Pace Car, 1978, de 165 cv, dos Estados Unidos. O veículo faz parte de uma Série Especial com 2.600 unidades produzidas, comemorativas à 62.ª edição das 500 milhas de Indianápolis. Outra atração é um Messerschmitt, 1956, feito a partir de peças do avião ME110, alemão, utilizado durante a 2.ª Guerra Mundial.

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O curioso é que Petrycoski não anda com os veículos. Raras vezes desfilou com alguns deles pelas ruas. Diz que é perigoso bater, teme perder o valor por excesso de exibição e que depois não sirva como atração para o futuro museu que pretende construir. Mas afinal para que ter uma coleção de carros se não pode usá-los? “Gosto muito de carros de época e sempre tive vontade de ter alguns. Agora surgiu a oportunidade e como quero criar um museu para que as pessoas possam conhecer e ter essa chance aqui no Sudoeste do estado, resolvi comprar”, explica o colecionador. Ele já apresentou ao público os carros em uma feira no mês passado. Gosta em particular do Cadilac Imperial 1941, mas aprecia vários outros.

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Mercado

As aquisições foram feitas a partir de contatos particulares e com empresas de Curitiba, São Paulo e outros pontos do país. O interessante é que após algumas compras, conta Petrycoski, o pessoal entra em contato para oferecer. Na verdade existe um mercado envolvido com esses carros que poucos podem pagar, mas que também pode oferecer uma boa margem de lucro.

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Você venderia algum desses carros, nem que fosse pelo dobro do que pagou? “Se um colecionador me oferecer 50% a mais do que paguei eu vendo, nem precisa o dobro. Aí vou comprar outros ainda mais raros”, disse rindo, reforçando o constante crescimento e aperfeiçoamento da coleção. (Com informações de Deonir Spigosso/GAZETA DO POVO) Fotos: Diário do Sudoeste, Jornal de Beltrão e Gazeta do Povo