Insano! conheça o monstruoso VW GOL, 4×4, com motor VR6 Turbo (com incríveis 608cv)!

O engenheiro mecânico Ricardo Hellbrügge, que tinha por objetivo construir um carro de alto desempenho que contemplasse primordialmente o prazer de dirigir resolveu revolucionar:

O primeiro passo foi a compra de um VW Gol 1.0 8V, 2 portas, preto, básico, sem qualquer opcional., em julho de 2002. Peso em torno de 900 kg, ideal para o começo. Após visitar vários preparadores e oficinas, escolhi um que me pareceu conhecer a fundo a arte da preparação e começei a trabalhar com ele, apesar de este técnico só dominar preparação com carburadores Weber e não ter experiência com motores injetados. Missão: montar um motor VW AP 2.0, com preparação forte para rua, e instalar neste Gol 1.0. O motor 8V deveria render 400 HP. Os componentes do motor foram escolhidos e comprados individualmente, um câmbio longo de Santana adquirido e após 2 meses estávamos levantando a curva de potência no dinamômetro da Dynojet: deu exatos 360 HP com 1,5 bar de turbo e 400 HP com 2,1 bar. Uau! O carro virou um capeta! Infelizmente só podia acelerar mesmo a partir do final da terceira marcha, caso contrário o torque de 500 Nm detonava com as engrenagens do câmbio, com as juntas homocinéticas, com a embreagem… Mas adrenalina, o elixir que era buscado, havia de sobra. O carro ocupava três pistas nas aceleradas e mesmo em quinta desembestava com a mesma fúria da primeira! Delicioso, mas muito, muito perigoso. Sem contar que os pneus não tinham índice de velocidade para mais que 190 km/h, que os freios eram originais do Gol 1.0, que a suspensão estava original, exceto por um par de amortecedores Koni na dianteira. Mas o caminho estava aberto, restava agora manter a adrenalina e ter segurança e um projeto mais equilibrado.

GOL-1

Como já tinha um outro carro particular com tração integral, a próxima idéia foi óbvia. Vamos transformar este Gol em 4×4! Comecei uma longa investigação, junto as fábricas VW e Audi, tanto aqui quanto na Alemanha. Sabia que nosso Gol derivava do Passat 1974, na época irmão do Audi 80. Sabia que a Audi tinha inovado mundialmente ao lançar o sistema Quattro de tração integral em ralis e que tinha ganho muitas competições internacionais. Depois adotou a tração integral nos carros de série. Estudei desenhos, fiz contas e concluí que uma adaptação seria possível, desde que cálculos estruturais garantissem a rigidez do conjunto.

GOL-6

Então comprei em Março de 2003 uma perua Audi S2. Antes de desmontar o carro, rodei pouco mais de 1000 km com ele e me apaixonei. “Che bella macchina!”, diriam os italianos. Excelente desempenho com apenas 230 HP, excepcional capacidade de tração, de fazer curvas, de frear, um conjunto maravilhoso. Procurei, então, especialistas para me auxiliar no projeto Gol 4×4. Conversei com algumas dezenas de pessoas, visitei outras tantas empresas e oficinas e juntei uma pequena equipe multi-disciplinar. Esta equipe foi composta basicamente de 6 ases em suas respectivas áreas: um preparador de motores (o mesmo da fase inicial, só que agora com a missão de 500 HP com Weber e depois 600 HP com injeção Haltech), um técnico em chassis tubular e reforços de monobloco com ampla experiência em solda, um funileiro “da antiga” com competência pra fazer trabalho em chapa na base do martelinho, um técnico mecânico com ampla experiência em montagem e adaptações de conjuntos mecânicos, um pintor que reunisse a dom artístico com o conhecimento de proteção das chapas e tubos e, finalmente, um tapeceiro dotado de capricho e senso estético. A parte de cálculos e simulações em computador ficou sob minha responsabilidade, uma vez que minha atividade profissional atual está ligada à informática. Trabalhamos forte durante 5 meses. Duro mesmo, varando quase todos os fins-de-semana e indo até altas horas de noite durante a semana. Conheci seres humanos maravilhosos: dedicação, entusiasmo, conhecimento prático profundo apesar de pouca escolaridade, humildade, muita criatividade. E o milagre aconteceu: em apenas 5 meses o carro estava dando as primeiras voltas. Um prazo record, absolutamente incomum para a dimensão e complexidade do projeto. O fato do carro andar tão bem de primeira já não foi surpresa: era uma conseqüência natural do projeto bem calculado e da execução primorosa. Não há mistério: a competência traz o sucesso! (Ricardo Hellbrügge)

“A TRAÇÃO INTEGRAL E O CÂMBIO DE SEIS MARCHAS DO AUDI SÓ SERVIRAM NO GOL PORQUE AMBOS TÊM ALGO EM COMUM: O MESMO DNA”

O GT4 – Ficha Técnica

Motor

4 cilindros, cilindrada 2.0 litros, 82,5 mm x 92, 8 mm, taxa 8,5:1, carburador Weber 40 IDF duplo corpo, turbo “custom” com 1,5 kg/cm2 em uso normal e 2,0 kg/cm2 no booster, dois bicos suplementares controlados por módulo HIS, três bombas elétricas de combustível, watercooler com segundo circuito de água independente, radiador de óleo, carter especial, pistões, bielas e virabrequim forjado, cabeçote 8V com dutos, válvulas e câmara de combustão retrabalhados, eixo comando de válvulas 272 graus, ignição e bobina MSD, filtro de ar esportivo K&N, escape de 2,5 pol de diâmetro, potência estimada com 1,5 kg/cm2 aprox. 400 HP e com 2,0 kg/cm2 aprox. 500 HP

Carroceria

2 portas, 2 lugares, monobloco reforçado estruturalmente em diversos pontos pré-calculados, na dianteira e na traseira. Gaiola tubular estruturada com o monobloco e interligada com torres de suspensão dianteira e traseira

Suspensão

Dianteira: McPherson, triângulo articulado inferior, barra estabilizadora, molas e amortecedores especiais, regulagem de carga com rosca

Traseira: Duplo triângulo articulado, barra estabilizadora, molas e amortecedores especiais

Vão livre do solo: 12 cm

Freios

A disco ventilado na dianteira, a disco na traseira, servo-freio hidráulico, ABS.

Rodas e Pneus

7,5 J x 16, pneus Continental Sport Contact 2, medida 205/55 R 16 W.

Tanque

Especial de inox, capacidade 70 litros de álcool. Abertura elétrica do bocal.

Direção

Pinhão e cremalheira, assistida hidraulicamente, valores de alinhamento e de esterçamento modificados .

Câmbio

6 marchas sincronizadas para frente, uma ré .

Tração

Integral nas 4 rodas com diferencial central, distribuição automática de torque 25 – 75 % entre eixos dianteiro e traseiro. Bloqueio do diferencial traseiro com comando a vácuo e elétrico.

Embreagem

Acionamento hidráulico, disco simples de material cerâmico e platô especial para torque até 650 Nm

Equipamentos de série

Bancos concha e cintos de 5 pontos homologados CBA, gaiola dimensionada e revestida em espuma e couro. Painel especial com escala 320 km/h para velocidade e 8500 rpm para rotação. Instrumentos auxiliares para temperatura de escape (com registro da máxima temperatura atingida), pressão do turbo, temperatura de óleo lubrificante, pressão do combustível. Instrumentos auxiliares para pressão de óleo lubrificante, temperatura da água do watercooler e voltagem da bateria. Luz de alerta para excesso de rotação e para excesso de temperatura de escape. Faróis de xenônio com 8.000 lux. Partida a frio com gasolina. Gancho para reboque na dianteira e na traseira. Abertura do capô com amortecedor a gás. Trava de segurança tripla para abertura do capô. Descansa-pé para motorista. Estepe na medida normal, espaço fechado para guardar objetos na traseira, isolamento térmico e acústico, carpete sob medida. Pintura especial, cor preto fosco com detalhes em preto brilhante.

Equipamentos opcionais

Ar condicionado, trio elétrico, sistema de som, revestimento interno e pintura externa conforme escolha do comprador

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