As 8 cores que mais desvalorizam seu carro

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Já comprou um carro preto ou prata imaginando que seria mais fácil revendê-lo no futuro? Deixou de comprar um carro amarelo porque achou que seria difícil passar ele para frente depois?

De olho nessas dúvidas comuns na hora de comprar um carro, a KBB, plataforma de comparação de preços de veículos, fez um levantamento para o Valor Investe com a desvalorização média de acordo com as cores da lataria.

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Foto reprodução

Um automóvel compacto no maior estilo pretinho básico, por exemplo, tem desvalorização média de 1,24% atrelada à sua lataria, perda de valor cinco vezes maior que as versões prata (-0,24%) e – pasme – o dobro das amarelas.

Para realizar a pesquisa, foram identificados e considerados apenas nove grupos de cores: amarelo, azul, branco, cinza, marrom, prata, preto, verde e vermelho.

Nuances muito próximas dessas cores, ou seja, de pouca amostragem, como laranja, rosa, dourado, bege, roxo, vinho e bronze foram incluídas nos grupos citados.

As cores consideradas “exóticas” e mais incomuns entraram na categoria “outras cores”.

Confira o levantamento detalhado por cores, modelo e Estados:

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Foto reprodução

A porcentagem de impacto das cores sobre a desvalorização dos automóveis de passeio e utilitários varia de -1% a +1% na média nacional.

O ponto de partida da KBB para o cálculo do impacto das cores sobre a desvalorização/valorização dos carros foi o comportamento da cor branca, o segundo tom mais recorrente nas amostras de pesquisas e a que está presente em mais tipos de pintura (sólida, metálica e perolizada).

Isso significa que, ao comparar o modelo “x” na cor branca com o mesmo modelo “x” em outra cor, respeitando o referencial da região, o dado negativo ou positivo desta cor determinará o valor deste modelo em relação à cor branca. Isso explica porque algumas cores tem variação positiva.

Por exemplo: se o modelo “x” tiver preço de R$ 50 mil na cor branca e a cor vermelha deste mesmo modelo “x”, na região referida do dado, obtiver uma valorização de 1,5%, o preço dele será de R$ 50.750.

Cor sólida x metálica

Segundo o levantamento da KBB, a cor mais popular dos veículos é a prata.

Os tipos de pintura – sólido, metálico ou perolizado – parecem não influenciar no quanto um automóvel ou SUV/utilitário se desvaloriza.

Vale lembrar aqui que, geralmente, as pinturas metálicas e perolizadas são cobradas como opcionais pelas montadoras. Coloque isso na ponta do lápis para entender se vale a pena pagar um pouco mais por um acabamento diferente na lataria.

Carros grandes e marrons

Entre todos os segmentos – compactos, médios e grandes (automóveis e SUVs/utilitários) – apenas os automóveis grandes (excluindo os SUVs/utilitários) são observadas variações de impacto de cor sobre a desvalorização que fogem da média nacional.

São os casos das cores marrom (+1,7% em relação à cor branca), vermelho (+1,5%), verde (-3,5%) e amarelo (-4,4%).

Pretinho nem tão básico assim

Se o pretinho básico nunca sai de moda no guarda-roupa, isso não se aplica para o setor automobilístico. No levantamento separado pelas regiões do Brasil, a cor preta impacta negativamente o preço dos veículos em 1,4% no Nordeste, enquanto no restante do país o preto leva à desvalorização do carro em 1%.

Na região Norte (com exceção do Tocantins), a cor azul tem uma desvalorização bem acima da média, de 2,4%, enquanto no restante do país é de 0,9%.

Veja as cores que levam à maior perda de valor dos veículos por estado:

Rio de Janeiro: a cor amarela é a que mais desvaloriza (-2,4%). Vale lembrar que os táxis são amarelos por lá

Minas Gerais: a cor verde é a que mais desvaloriza os carros (-1,3%)

Paraná: os veículos verdes são os mais desvalorizados (-1,7%)

Santa Catarina: a cor azul tende a impactar mais o preço do carro (-2%)

Rio Grande do Sul: os carros amarelos são os que mais perdem valor (1,5%)

Bahia e Sergipe: a cor verde é a mais desvalorizada (-1,36%)

Ceará, Piauí e Maranhão: as cores verde, amarela e azul tendem a impactar mais o preço dos veículos (-4%, -2,1% e -1,4%, respectivamente).

Fonte: Valor Investe