Releitura do Volkswagen Passat 2019 deixa entusiastas empolgados

Fabricado pela Volkswagen, o Passat foi produzido em várias gerações desde 1973, ele se situa entre o Volkswagen Golf/Jetta e o Phaeton na atual linha de produção da VW. Actualmente produzido na fábrica da VW em Emden, Alemanha, é normalmente chamado de Passat no Brasil e nos mercados europeus, mas recebeu vários outros nomes tais como Dasher, Santana e Quantum, particularmente em mercados das Américas.

O Passat sempre foi um dos modelos mais importantes da Volkswagen, situando-se no mercado de sedans médios. Sua introdução em 1973 foi decisiva, pois as vendas do Volkswagen Fusca estavam caindo, e os outros modelos maiores de tração traseira como o 411 e 412 não estavam se saindo bem no mercado. Seguindo a aquisição da Audi pelo grupo Volkswagen em 1964, a Volks pode usar a recém adquirida engenharia necessária para desenvolver um moderno carro de tração dianteira com motor refrigerado a água, e assim o Passat e o Golf (1976) foram os primeiros de uma nova geração de Volkswagens. De fato, o primeiro Passat foi baseado no Audi 80, permitindo que ele competisse de igual para igual com seus rivais europeus, diferente dos seus antecessores com motorização traseira a ar. Até 2007, o Passat segue como um dos modelos mais vendidos e mais lucrativos da Volkswagen em quase todos os mercados.

No Brasil o Passat surgiu em 1974 – um ano depois da versão europeia – mas apenas na versão fastback, nas versões standard e L e com motor 1.5. A sua primeira carroceria no Brasil foi a de 2 portas. Em 1975 foi lançada a versão de 4 portas e as versões LM e LS. Em 1976 foi lançada a de 3 portas assim como a versão 2 portas TS, com motor 1.6 e carburador solex importado da Alemanha. A carroceria de 5 portas, lançada em 1977 foi uma das mais fabricadas no Brasil mas era exclusiva para exportação, sendo extremamente rara e desconhecida por muitos brasileiros, embora tenha vendido bem na America Latina, África e Europa juntamente com a versão perua de 5 portas, essa jamais existente no Brasil. Em 1978 foram lançados os modelos LSE (também conhecido como “Passat Iraquiano”, pelo fato de ter sido exportado para o Iraque), com 4 portas, mecânica do esportivo TS e encostos de cabeça no banco traseiro e o modelo Surf, destinado ao público jovem mas que disfarçava uma tentativa de fazer um modelo mais barato sem aspecto espartano. Em 1979 o Passat brasileiro ganha: nova dianteira herdada do Audi 80 fabricado de 1976 a 1978 e também novos pára-choques com desenho mais reto e robusto. Em 1981 a maior mudança visual do Passat brasileiro são os piscas traseiros que passam a ser na cor âmbar (que antes eram usados apenas para exportação) ao invés de totalmente vermelhos.

Foto reprodução

Em 1983 o Passat passa a ter quatro faróis retangulares situados em molduras, o TS passa a se chamar GTS e surge a versão GLS. No ano seguinte todas as versões ganham “nomes” complementares às versões. Uma versão básica, chamada Special, o LS recebe o nome Village, o GTS vira GTS Pointer, logo em seguida com motor 1.8 do Santana, e o LSE é o LSE Paddock.

Em 1985 o Passat ganha pára-choques envolventes (semelhantes aos que viriam a ser usados no Gol somente dois anos depois) e novas lanternas traseiras frisadas e deixam de ser fabricadas as versões de 3 portas e o LSE. Em 1988 o Passat deixa de ser fabricado no Brasil.

Foto reprodução

Lá fora o Passat continuou sendo produzido até os dias atuais, geração após geração, porém o atual modelo europeu, (foto acima), se distanciou muito do icônico Passat que encantou milhões de brasileiros nos anos 80.

Pensando em resgatar as origens do velho e bom Passat, o jovem projetista Lucas Carvalho do Projecars, inconformado com o fato do atual Passat não ter nada a ver com o antigo resolveu empolgar entusiastas do velho carro e fez uma releitura sensacional. A releitura foi feita a partir do conceito Skoda Vision D. As Lanternas e faróis carregam a identidade VW, mas chegam a lembrar as do original. Confira abaixo:

Foto reprodução/Lucas Carvalho
Foto reprodução/Lucas Carvalho
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