Frota de carros antigos é abandonada a céu aberto em Porto Alegre

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A Miura é uma marca de carros esportivos brasileira criada pelos empresários Aldo Besson e Itelmar Gobbi, donos da Aldo Auto Capas, fundaram a Miura em 1976 após a abertura do mercado do país aos veículos importados.

A montadora genuinamente nacional cocou sua produção em modelos esportivos, geralmente dotados de mecânica Volkswagen, montados sob chassi tubular e carrocerias em fibra de vidro com desenhos próprios. Foi pioneira na apresentação do sistema de Freios ABS, em 1990.

Recebeu encomendas até 1997, quando parou de vender a picape BG Truck. Anos mais tarde, em 2007 a marca Miura foi adquirida da massa falida de Besson, Gobbi S/A pela empresa Rangel & Lima Indústria de Veículos Ltda, que anunciou dois novos modelos, o Miura M1 e o Miura M2, porém sem obter êxito na proposta.

Recentemente oito exemplares do clássico veículo chamam atenção de quem passa por uma rua do bairro Vila Jardim, na zona norte de Porto Alegre.

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Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Parados na calçada, os carros estão expostos a sol, chuva e poeira. Alguns modelos estão bem conservados e funcionais, mas outros apresentam a lataria recortada e a pintura bastante descascada, como é o caso de um Saga 87 prateado — sexto modelo criado pela Miura. Publicações nas redes sociais chegaram questionar quem seria o dono dos veículos e o motivo do aparente abandono.

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Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

O dono da pequena frota é Genuíno Presente, um colecionador tão apaixonado que ganhou o apelido de Gino dos Miuras. O empreendedor de 69 anos, natural de Santo Antônio da Patrulha, sonha em montar um museu para expor os carros e outros itens da fábrica porto-alegrense, como injetoras de fibra de vidro e relógios-ponto, que reuniu ao longo dos anos. Mas as dificuldades financeiras que enfrenta desde o início da pandemia o impedem de dar um abrigo melhor para os veículos, que têm ficado estacionados em frente à sua oficina de antiguidades. Ele também costumava deixar os carros nas garagens de amigos e familiares, mas, com o uso por terceiros, vieram batidas e arranhões que o motivaram a recolher os carros de volta à sua casa.

Fontes: Gaucha ZH e Wikipedia